Minhas músicas…

15/03/2009 at 7:23 pm 1 comentário

A Larissa, uma amiga da faculdade, atendeu ao chamado e contou sobre suas músicas de uma forma bem diferente e bacana. Vejam só.

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Depois de algumas horas extras, quando chegou ao hotel, colocou a música do casal pra tocar. “É que a lembrança vem com a saudade, quando a saudade vem não dá pra segurar”.Inevitavelmente, pensou em tudo. Pensou nos riscos que corriam. Nas múltiplas possibilidades que se fazem ai, pra ele, e aqui, pra ela. Pessoas bonitas, interessantes, inteligentes, boas de papo. Não se pode evitar o contato, não se previnem sentimentos, não se prevê o futuro.

Sensações. Muitas sensações. A angústia da dúvida e da solidão. O medo do abandono e, ao mesmo tempo, o fato de já estar completamente sozinha.

Apesar do aperto no peito, sentiu uma coisa muito gostosa quando pensou no quanto são encantados um pelo outro. Quando pensou “nos seus olhos, no seus olhares, nas milhares de sensações.” Imaginou que aquelas conquistas já são capazes de compensar as adversidades impostas pela distância.

Você “é coisa (tão) boa para se querer”, Agora, são mais. Muitas mais.Dançavam, então, juntos, por alguns momentos. Giravam, caíam no chão, ainda que houvesse a água da chuva.

Eu não sei como será, mas talvez possa dar certo […] nós estaremos juntos, mesmo não estando perto”.Isso a confortou. Porque sentia-se perto de dele

Na voz de Jack Johnson, “não é fácil, às vezes pode ser decepcionante”. Mas o fato é que “it’s always better when we are together”.No ritmo mais brasileiro, que adoravam, “não há nada tão bom; não há nada melhor”.Simples assim. Sem azia.

Ainda ouvindo Better Together, imaginava-se numa situação de anos atrás. E via na mente a cena se repetir uma, duas, três, quatro, infinitas vezes. Não enxergava tudo só por uma vez porque havia ele. E a presença dele modificava toda a história.

De repente, ele estendia os braços e oferecia-lhe a mão esquerda. Ela fingia que não, mas o coração disparava e ela se enchia novamente de esperança. Queria ser amada, queria o calor do abraço dele, o beijo molhado, o olhar interessado.

E, enfim, a angústia se renovava com a repetição das cenas que ela não sabia evitar. E de novo se via num quarto de hotel, sozinha, sob o codinome de Caroline Turner. Imaginava a arrumadeira preparando-lhe o banho quente. E desejava de antemão dar-lhe uma gorjeta por amenizar sua solidão irremediável.

by Larissa
http://palavraavulsa.wordpress.com

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Entry filed under: Creative Day.

Olhai sempre… O que usávamos?

1 Comentário Add your own

  • 1. Mile  |  16/03/2009 às 1:26 pm

    Adorei!!!!!!!!!!

    Resposta

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