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A CANÇÃO DE TRÓIA de Colleen McCullough

Para minha estréia nesta coluna, escolhi uma obra que lança um novo olhar sobre uma estória pra lá de clássica e histórica, a ” Ilíada ” de Homero, que conta já com 3.000 anos de existência !
Para esta tarefa de muita responsabilidade nada melhor que uma escritora no auge de sua maturidade como Colleen McCullough, artista das letras australiana que fez gerações chorarem com seu romance de amor impossível ” Pássaros Feridos”. Quem aí se lembra ?  Eu com quinze anos quase convulsionei de tantas lágrimas !

Olá a todos !

 

Para minha estréia nesta coluna, escolhi uma obra que lança um novo olhar sobre uma estória pra lá de clássica e histórica, a ” Ilíada ” de Homero, que conta já com 3.000 anos de existência !

Para esta tarefa de muita responsabilidade nada melhor que uma escritora no auge de sua maturidade como Colleen McCullough, artista das letras australiana que fez gerações chorarem com seu romance de amor impossível ” Pássaros Feridos“. Quem aí se lembra ?  Eu com quinze anos quase convulsionei de tantas lágrimas !

Nesta obra,  “A Canção de Tróia “, Colleen nos conta a guerra que gregos travaram contra troianos como se ela fosse contada pela primeira vez, com riqueza de detalhes e de uma maneira inovadora, cada personagem narra um capítulo, isso humaniza a lenda, trazendo uma visão ampla dos acontecimentos, de vários lados diferentes.  Ora simpatizamos com gregos, ora compramos a causa dos troianos, uma narrativa nada maniqueísta, sem apelos sobrenaturais, cada personagem com suas crenças, maldades, bondades, vaidades e objetivos.

Quem já não ouviu falar sobre o justo rei Príamo, pai do belo Páris, que raptou Helena, a mulher mais bonita de toda a antiguidade ?  E do perfeito guerreiro Aquiles, com seu famoso probleminha no calcanhar ?  E Heitor,o virtuoso príncipe troiano ? O aventureiro e heróico Ulisses, protagonista da também mais que famosa  “Odisséia” ?

São muitos os famosos personagens, mas nesta obra eles deixam a pele de mitos e se transformam em pessoas comuns, que vivem, amam e guerreiam sem ter este revestimento de quase deuses. Colleen transforma a distante mitologia em uma narrativa deliciosa, cheia de nuances.

Dica: Apesar do livro ser extremamente bem escrito, no começo você pode se confundir com os muitos personagens e com as muitas árvores genealógicas, portanto, faça como eu fiz; esqueminhas pra me lembrar de quem é quem em pedacinhos de papel os quais consultava sempre que ficava perdida.

Recomendo pra acompanhar esta leitura:
beba: Coutry Peach Passion da Celestial Seasonings Tea
coma: cupcake de chocolate amargo da minha amiga Alê Patiño
ouça: Sinfonia Nº 3 “Heróica” de Beethoven
leia também; “Criação” de Gore Vidal
aproveite , reveja e se divirta : ” Ulysses” filme clássico da Seção da tarde com Kirk Douglas e Anthony Quinn

Beijos
Ana Paula

 

01/08/2009 at 9:48 am 5 comentários


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